Futebolista alemão admite ser pago para forjar resultados
Antigo avançado alemão o René Schnitzler admitiu ter recebido dinheiro para forjar resultados em jogos de futebol, numa entrevista ao semanário alemão o a Sternâ, que será publicada na quarta-feira. O jogador admite ter recebido cem mil euros para forjar resultados em cinco jogos em 2008, quando representava o St. Pauli.Schnitzler admitiu ser viciado em jogos de apostas e garante, que apesar de ter recebido o dinheiro, não falseou qualquer resultado, acrescentando que são disputou dois do cinco jogos em causa do clube alemão, actualmente na segunda divisão.
O porta-voz do St. Pauli, Christian Boening, manifestou-se "chocado, mas não totalmente surpreendido". Ao canal de televisão 24, afirmou que o clube sabia que o futebolista tinha problemas com o jogo: "Tentá-mos ajuda-lo, mas sem sucesso."
O ponta de lansa Rene Schnitzler, de 25 anos, que chegou a representar a Alemanha nos sub-20, passou pelos clubes alemães Borussia Mãnchengladbach e Bayer 04 Leverkusen, antes de vestir a camisola do St Pauli em 2007 por duas épocas.
A 6 de Outubro, a justiça alemã abriu um inquérito a quatro pessoas alegadamente envolvidos numa rede ilegal de apostas, suspeitas de pagar 370 mil euros para corromper jogadores e árbitros, num total de 32 jogos disputados na Alemanha, Bélgica, Hungria, Eslovénia e Suiça.
Árbitros contra eleições
A Associação Portuguesa de árbitros de Futebol (APAF) assegurou ontem que iria estar ausente das eleições da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), do próximo dia 5 de Fevereiro, por ainda não terem sido adequados os estatutos ao novo regime jurídico. "Não faz qualquer sentido a realização de eleições ao abrigo dos actuais estatutos da FPF", disse ontem, ao CM, LuÃs Guilherme, presidente da APAF.
"Antes de haver qualquer acto eleitoral, a APAF, juntamente com os restantes sócios ordiná¡rios da FPF, quer encontrar o consenso necessário para aprovar os novos estatutos, para que os mesmos fiquem conformes com as leis em vigor", acrescentou.
Apesar de "não concordar totalmente" com a Lei de Bases da Educação Física e do Desporto, e com o Regime Jurídico das Federações Desportivas, Luis Guilherme defende que não urgente aprovar o novo regulamento para que o futebol não caia numa situação "muito negativa."
Feito por Simão Gonçalves
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